08 julho 2007

Ratos Depressivos

Depressão. sf 1. Uma depressão é um ponto ou região mais baixa que os pontos à sua volta 2. Forma de relevo que se apresenta em posição altimétrica mais baixa do que porções contíguas 3. A depressão é uma problema médico caracterizado por continuada alteração no humor e falta de interesse em atividades prazerosas. O estado depressivo se diferencia do comportamento "triste" ou melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos.

Um problema atual e que atinge grande parte da população. Sendo mais comum entre mulheres (3,2% no sexo feminino e 1,9% no sexo masculino), que há tempos deixa os cientistas malucos para resolver o enigma-chave da doença: a origem.

Estudos em cobaias, com comportamento depressivo levou aos pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, encontrarem indícios do que poderia ser a área principal relacionada ao desenvolvimento da depressão.

Segundo Karl Deisseroth, o circuito nervoso encontrado, pode ajudar a explicar porque existem várias causas e possíveis tratamentos para depressão.

"E também nos ajuda a entender conceitualmente como algo que parece tão abstrato quanto a depressão pode ter uma base quantitativa e concreta", afirmou ele em comunicado oficial.

Deisseroth e seus colegas estudaram a atividade elétrica de fatias do hipocampo (uma das áreas do cérebro) de ratos que ainda estavam ativas e tinham sido marcadas com uma tinta fluorescente. Câmeras de alta velocidade e resolução registravam a atividade dos neurônios em tempo real no experimento.

De acordo com o pesquisador, o cérebro dos ratos mostra sintomas de depressão parecidos com os dos humanos, além de reagir a drogas antidepressivas da mesma maneira. Os testes mostraram que uma alteração do fluxo de atividade elétrica pelo cérebro poderia ser reajustado com o uso de drogas humanas contra a depressão - sugerindo a existência de um circuito específico da doença, ligado à dinâmica de "nascimento" de novos neurônios.

De acordo com Deisseroth, a descoberta de um circuito unificado para a depressão poderia poderia levar a diagnósticos e tratamentos melhores da depressão em pacientes humanos.

"Há muitos tratamentos que agem de formas fundamentalmente diferentes. Como é que conseguiremos entender essa complexidade de forma global?", questiona ele.

Outra indagação pode ainda ser feita no toante à escolha da forma de combate à sintomatologia e às causas desta doença á nóvel cerebral. Como será realizada a triagem dos medicamentos utilizados buscando uma minimização dos efeitos adversos, como danos ao sistema nervoso do paciente e outros riscos corriqueiros, inerentes à administração destas drogas.
Mas a investigaçaõ científica ainda está colhendo os primeiros resultados de um trabalho que, provavelmente irá durar um período superior ao imaginado.
O que se pode dizer?
Sorte para os pesquisadores e que os ratos não se suicidem até o fim da pesquisa!

Nenhum comentário: