Efavirenz: Com que se come isso?
Foi à alguns dias atrás.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que já chegou ao País a encomenda de remédios genéricos do Efavirenz produzidos por laboratórios indianos.
A encomenda foi entregue quase dois meses após o governo brasileiro ter decretado a licença compulsória do medicamento produzido pelo laboratório americano Merck, detentor da patente do Efavirenz. A decisão, inédita e polêmica, foi tomada no início de maio, após tentativas, sem sucesso, segundo o governo brasileiro, de reduzir o preço do produto.Em solenidade no Palácio do Planalto ontem pela manhã, Temporão disse que agora só falta fazer a distribuição dos medicamentos por meio do Programa Nacional de DST-Aids, que estava prevista para setembro.
Nesse primeiro lote importado, o Brasil recebeu 3,378 milhões de comprimidos do medicamento produzido na Índia, além de 108 mil cápsulas destinadas ao tratamento pediátrico. O Programa Nacional de DST-Aids informou que o estoque brasileiro do Efavirenz produzido pela empresa Merck será suficiente para atendimento dos pacientes até agosto.
O laboratório Merck cobrava US$ 1,59 por pílula do remédio. O governo brasileiro informou que a pílula do genérico está sendo comprada agora por cerca de US$ 0,45.
Além do Unicef, o governo brasileiro fará a compra do produto genérico com a intermediação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Serão mais 13,5 milhões de unidades até atender à necessidade do País, considerado modelo mundial no programa de combate e tratamento da aids. Atualmente, 180 mil pacientes recebem gratuitamente medicamentos anti-retrovirais que compõem o chamado “coquetel”.
A maior polêmica envolvida no fato do governo, com sua política à favor dos pobres e comprimidos, levar aos indivíduos HIV-positivo do Brasil, medicamentos mais baratos facilitando assim a evolução do tratamento e uma maior chance de o paciente se manter por mais tempo sob condições de vida favoráveis e uma qualidade de vida superior.
A imprensa naciona divulgou e fez seu alarde de sempre.
Mas o que realmente significa a quebra da patente por parte do governo brasileiro?
Lembre-se que o governo irá pagar um valor não muito alto referente aos royalties para a Merck
O processo de investigação de compostos com atividade representa uma longa caminhada para farmacêuticos, químicos e outros pesquisadores. Um investimento financeiro, intelectual e que, muitas vezes, ocupa uma vida inteira, não pode ser descartado pela ação desmedida e irresponsável de um governo que não investe na qualidade de vida de seu povo e aliando-se á órgaos como a Unicef pode oferecer um produto de propriedade reconhecida com suas prerrogativas.
Será que no mercado mundial deve-se quebrar todas as regras mercantis quando se fala em auxílio à uma sociedade falida, de políticos corruptos e governo inoperante?
Os laboratórios tem toda razão de reclamar ação do governo brasileiro, ante a um disoarate como esse.
Mas e a população?
Como você se sentiria se pudesse comprar medicamentos ou até conseguí-los gratuitamente? Saberia que eles podem livrar de uma verdade única para todos os seres viventes, mas que é motivo de aversão: a morte.
Os grandes laboratórios mundiais de medicamentos como a Merck entre outros trabalham num ritmo acelerado visando o lucro desenfreado, procurando enfocar sua estratégia no marketing e na propagação da idéia de que se medicar é curar doenças.
Isso, além de ser uma grande inverdade, revela a faceta mais negra, dos bem intencionados laboratórios: a venda.
Brasileiros e outros povos sofrem com a opressão econômica e social ditada por grandes instituições, como esses laboratórios, certas marcas de refrigerante, e assim por diante.
Por que não fazer da mesma maneira que a Abott?
Foi realizado um acordo entre este outro grande laboratório farmacêutico e o governo brasileiro.
Consegui-se uma abatimento de 30% do valor de um outro medicamento no controle da AIDS, representando uma economia de cerca de 10 milhões de dólares para o governo brasileiro (que será devidamente depositado na conta dos parlamentares corruptos de Brasília).
O acordo foi proveitoso, tanto para a socidedade que ganha medicamentos mais acessíveis, quanto para nossos representantes ganharem mais um montante para "subtrair" ilicitamnete das contas públicas.
Mas, voltando ao Efavirenz (com que se come isso?), não compreendo a aversão do laboratório Merck em permitir a comercialização do medicamento mais barato. Talvez a premissa "fomentar a contínua oferta de produtos e serviços de alto teor de qualidade, buscando elevar o padrão do arsenal terapêutico à disposição da classe médica e da sociedade" seja apenas uma desculpa pra vender e vender medicamentos sem consciência à uma sociedade hipocondríaca e imediatista.
Enfim, no país do futebol, onde de louco e médico todo mundo tem um pouco, caminhamos mais uma vez para perto (ou para longe?) do dia em que saúde será um estado dependente da presença ou ausência de doenças e dor, e não relacionado aos recursos que você tem para morrer menos cedo.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou que já chegou ao País a encomenda de remédios genéricos do Efavirenz produzidos por laboratórios indianos.
A encomenda foi entregue quase dois meses após o governo brasileiro ter decretado a licença compulsória do medicamento produzido pelo laboratório americano Merck, detentor da patente do Efavirenz. A decisão, inédita e polêmica, foi tomada no início de maio, após tentativas, sem sucesso, segundo o governo brasileiro, de reduzir o preço do produto.Em solenidade no Palácio do Planalto ontem pela manhã, Temporão disse que agora só falta fazer a distribuição dos medicamentos por meio do Programa Nacional de DST-Aids, que estava prevista para setembro.
Nesse primeiro lote importado, o Brasil recebeu 3,378 milhões de comprimidos do medicamento produzido na Índia, além de 108 mil cápsulas destinadas ao tratamento pediátrico. O Programa Nacional de DST-Aids informou que o estoque brasileiro do Efavirenz produzido pela empresa Merck será suficiente para atendimento dos pacientes até agosto.
Além do Unicef, o governo brasileiro fará a compra do produto genérico com a intermediação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Serão mais 13,5 milhões de unidades até atender à necessidade do País, considerado modelo mundial no programa de combate e tratamento da aids. Atualmente, 180 mil pacientes recebem gratuitamente medicamentos anti-retrovirais que compõem o chamado “coquetel”.
A maior polêmica envolvida no fato do governo, com sua política à favor dos pobres e comprimidos, levar aos indivíduos HIV-positivo do Brasil, medicamentos mais baratos facilitando assim a evolução do tratamento e uma maior chance de o paciente se manter por mais tempo sob condições de vida favoráveis e uma qualidade de vida superior.
A imprensa naciona divulgou e fez seu alarde de sempre.
Mas o que realmente significa a quebra da patente por parte do governo brasileiro?
Lembre-se que o governo irá pagar um valor não muito alto referente aos royalties para a Merck
O processo de investigação de compostos com atividade representa uma longa caminhada para farmacêuticos, químicos e outros pesquisadores. Um investimento financeiro, intelectual e que, muitas vezes, ocupa uma vida inteira, não pode ser descartado pela ação desmedida e irresponsável de um governo que não investe na qualidade de vida de seu povo e aliando-se á órgaos como a Unicef pode oferecer um produto de propriedade reconhecida com suas prerrogativas.
Será que no mercado mundial deve-se quebrar todas as regras mercantis quando se fala em auxílio à uma sociedade falida, de políticos corruptos e governo inoperante?
Os laboratórios tem toda razão de reclamar ação do governo brasileiro, ante a um disoarate como esse.
Mas e a população?
Como você se sentiria se pudesse comprar medicamentos ou até conseguí-los gratuitamente? Saberia que eles podem livrar de uma verdade única para todos os seres viventes, mas que é motivo de aversão: a morte.
Os grandes laboratórios mundiais de medicamentos como a Merck entre outros trabalham num ritmo acelerado visando o lucro desenfreado, procurando enfocar sua estratégia no marketing e na propagação da idéia de que se medicar é curar doenças.
Isso, além de ser uma grande inverdade, revela a faceta mais negra, dos bem intencionados laboratórios: a venda.
Brasileiros e outros povos sofrem com a opressão econômica e social ditada por grandes instituições, como esses laboratórios, certas marcas de refrigerante, e assim por diante.
Por que não fazer da mesma maneira que a Abott?
Foi realizado um acordo entre este outro grande laboratório farmacêutico e o governo brasileiro.
Consegui-se uma abatimento de 30% do valor de um outro medicamento no controle da AIDS, representando uma economia de cerca de 10 milhões de dólares para o governo brasileiro (que será devidamente depositado na conta dos parlamentares corruptos de Brasília).
O acordo foi proveitoso, tanto para a socidedade que ganha medicamentos mais acessíveis, quanto para nossos representantes ganharem mais um montante para "subtrair" ilicitamnete das contas públicas.
Mas, voltando ao Efavirenz (com que se come isso?), não compreendo a aversão do laboratório Merck em permitir a comercialização do medicamento mais barato. Talvez a premissa "fomentar a contínua oferta de produtos e serviços de alto teor de qualidade, buscando elevar o padrão do arsenal terapêutico à disposição da classe médica e da sociedade" seja apenas uma desculpa pra vender e vender medicamentos sem consciência à uma sociedade hipocondríaca e imediatista.
Enfim, no país do futebol, onde de louco e médico todo mundo tem um pouco, caminhamos mais uma vez para perto (ou para longe?) do dia em que saúde será um estado dependente da presença ou ausência de doenças e dor, e não relacionado aos recursos que você tem para morrer menos cedo.
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